O progresso nunca foi um caminho linear. Ele resolve problemas antigos enquanto cria novos desafios que ainda não sabemos nomear. Na era da inteligência artificial, especialmente com a ascensão da IA generativa, dos agentes autônomos e, no horizonte, da computação quântica, essa dinâmica se acelera de forma inédita.
Buscar estabilidade virou uma ilusão. O terreno muda mais rápido do que qualquer planejamento tradicional consegue acompanhar. E é exatamente nesse cenário instável que surgem as maiores oportunidades.
Em vez de tentar prever o futuro com precisão, líderes mais atentos estão desenvolvendo algo diferente: apetite por ambiguidade. Eles entendem que as fissuras dos mercados atuais, as rachaduras causadas por disrupções tecnológicas, econômicas e geopolíticas, são o lugar onde novos modelos de negócio vão nascer.
Mas como sustentar crescimento, lucratividade e progresso em um mundo que muda na velocidade da IA?
Para responder a essa pergunta, o IBM Institute for Business Value (IBM IBV), em parceria com a Phronesis, ouviu mais de 1.000 executivos globais e conversou com 8.500 consumidores e funcionários, buscando entender como organizações estão se preparando para 2026.
O resultado não é um exercício de futurologia. É um mapa das tensões, oportunidades e decisões estratégicas que já estão moldando o presente.
Otimismo organizacional em meio à incerteza global
Os dados revelam um paradoxo interessante.
Apesar de apenas 34% dos executivos estarem otimistas em relação à economia global, 84% demonstram confiança no desempenho futuro de suas próprias organizações. Em um mundo marcado por riscos geopolíticos e volatilidade econômica, a resiliência corporativa passou a ser vista como uma vantagem competitiva.
Esse movimento também exige decisões mais rápidas:
95% dos executivos afirmam que precisam tomar decisões em um ritmo cada vez mais acelerado;
96% dizem que as decisões de maior risco tomadas no último ano acabaram sendo as corretas.
Ou seja, errar rápido deixou de ser um problema, desde que a organização consiga aprender e se adaptar com a mesma velocidade.
Funcionários e consumidores: medo e esperança caminham juntos
Do outro lado, funcionários e consumidores também demonstram sentimentos ambíguos.
61% dos funcionários esperam que seus cargos mudem significativamente até 2026 devido à IA;
47% temem que seus trabalhos se tornem obsoletos até 2030;
Ainda assim, 81% acreditam que conseguirão acompanhar os avanços tecnológicos.
Isso revela algo importante: a resistência à IA não vem da tecnologia em si, mas da falta de clareza sobre como ela será usada, governada e integrada às rotinas de trabalho.
A seguir, estão as cinco tendências estratégicas que, segundo o estudo, todo executivo deveria acompanhar de perto rumo a 2026.
Tendência 1: a incerteza será seu maior trunfo, se você souber usá-la
A volatilidade deixou de ser apenas um risco. Para muitos líderes, ela já é uma fonte de oportunidade.
74% dos executivos acreditam que a instabilidade econômica e geopolítica criará novas oportunidades de negócio até 2026.
Organizações que utilizam agentes de IA adaptativos têm mais que o dobro de chances de enxergar valor na volatilidade.
O recado é claro: operar em tempo real deixou de ser opcional.
Não por acaso, 90% dos executivos afirmam que perderão vantagem competitiva se não conseguirem tomar decisões baseadas em dados atualizados continuamente.
Tendência 2: funcionários querem mais IA, não menos
Ao contrário do discurso comum, a maioria dos trabalhadores não vê a IA como ameaça direta.
61% afirmam que a IA torna o trabalho menos repetitivo e mais estratégico;
Para muitos, a IA funciona como uma “válvula de escape” da monotonia operacional;
48% dizem que se sentiriam confortáveis sendo gerenciados por um agente de IA.
O desafio, aqui, não é adoção tecnológica, mas orquestração humana: preparar pessoas para trabalhar com a IA, e não competir contra ela.
Tendência 3: clientes vão responsabilizar a sua IA
A relação entre marcas, consumidores e IA entra em uma nova fase: a da responsabilidade algorítmica.
Os consumidores aceitam falhas, 56% dizem que tolerariam erros em serviços habilitados por IA, desde que os benefícios sejam claros. O que eles não aceitam é falta de transparência.
Dois terços afirmam que mudariam de marca se descobrissem que uma empresa ocultou o uso de IA em sua experiência.
Isso muda completamente o jogo. Não basta usar IA. É preciso:
explicar como os dados são utilizados;
permitir controle e opt-out;
mostrar claramente como a IA melhora a experiência.
Tendência 4: resiliência global exige soberania local da IA
À medida que a IA se torna infraestrutura crítica, surge um novo conceito estratégico: soberania de IA.
93% dos executivos dizem que a soberania da IA será central na estratégia de negócios até 2026.
Soberania de IA significa manter controle contínuo sobre:
dados;
modelos;
infraestrutura;
critérios de decisão.
Além disso, cresce a pressão regulatória e social para que sistemas de IA sejam explicáveis, capazes de “mostrar o caminho” que levou a uma decisão, mesmo quando lidam com cenários complexos.
Tendência 5: a vantagem quântica será coletiva, não individual
A computação quântica deixa de ser teoria distante e passa a entrar no radar estratégico.
Pesquisas indicam que a vantagem quântica, quando computadores quânticos superam soluções clássicas de forma comprovada, pode surgir até o fim de 2026.
Mas há um ponto-chave: ninguém chegará lá sozinho.
Organizações preparadas para o quântico têm três vezes mais chances de participar de múltiplos ecossistemas do que aquelas menos preparadas.
O futuro será colaborativo, interconectado e dependente de redes de dados, infraestrutura e conhecimento compartilhado.
Conclusão: estratégia não é prever, é se adaptar
O que essas cinco tendências deixam claro é que o futuro não pertence às organizações que tentam controlar tudo, mas às que conseguem se adaptar continuamente.
Em um mundo guiado por IA, agentes autônomos e, em breve, computação quântica, a vantagem competitiva está menos na previsão perfeita e mais na capacidade de:
operar em tempo real,
tomar decisões informadas,
construir confiança,
e navegar a ambiguidade com inteligência.
O progresso continua sendo uma faca de dois gumes. A diferença é quem sabe segurá-la pelo lado certo.
Onde estratégia, dados e futuro se encontram
As tendências para 2026 deixam claro que não basta adotar novas tecnologias. O verdadeiro diferencial estará na capacidade de ler cenários complexos, interpretar sinais do território e transformar incerteza em decisão estratégica.
Organizações que conseguirem conectar dados, contexto urbano, comportamento do consumidor e inteligência artificial terão mais velocidade, mais previsibilidade e mais capacidade de adaptação em um mundo que muda em tempo real.
É exatamente nesse ponto que a inteligência territorial deixa de ser suporte e passa a ser estratégia.
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