
A maior feira de franquias do mundo aconteceu em São Paulo, e a Space Hunters estava lá com um propósito muito claro: mostrar, na prática e em tempo real, o que muda na decisão de expansão quando o território deixa de ser um palpite e passa a ser informação. Estivemos com um totem do Space Data instalado no estande da Maria Brasileira, e o resultado foi uma das experiências mais ricas que já tivemos em um evento do setor.
Neste artigo, queremos te levar para dentro dessa história. Vamos falar um pouco sobre o momento que o franchising brasileiro está vivendo, sobre a trajetória da Maria Brasileira, sobre como ajudamos a rede a enxergar cada praça com outros olhos e, principalmente, sobre o que tudo isso ensina para quem está pensando na expansão da própria rede ou na escolha de um novo ponto comercial.

Um setor que acabou de cruzar uma marca histórica
A ABF Franchising Expo 2026 aconteceu entre os dias 24 e 27 de junho, no Expo Center Norte, em São Paulo, em sua 33ª edição. É a maior feira de franquias do mundo, com mais de 34 mil metros quadrados de exposição, centenas de marcas nacionais e internacionais e um público que costuma passar dos 60 mil visitantes ao longo dos quatro dias.
Mais do que o tamanho, o que chama atenção é o momento. Pela primeira vez, o franchising brasileiro ultrapassou a marca de R$ 300 bilhões em faturamento, somando mais de 200 mil operações em atividade e cerca de 3,3 mil redes franqueadoras espalhadas pelo país. Só no primeiro trimestre de 2026, o setor cresceu mais de 10%. São números que mostram um mercado maduro, capilarizado e em plena expansão de rede.
E é justamente nesse cenário que uma pergunta fica cada vez mais cara para franqueadoras e investidores: com tantas redes crescendo ao mesmo tempo, com tanta gente disputando os mesmos bairros e as mesmas avenidas, como garantir que a próxima unidade seja aberta na praça certa? Quando o setor era pequeno, errar o ponto comercial custava caro. Hoje, com a concorrência espalhada por praticamente todas as cidades, esse erro custa ainda mais. A feira inteira respirava essa preocupação, e foi exatamente esse o assunto que levamos para o nosso espaço.
Por que decidimos estar na feira ao lado de uma franqueadora
A Space Hunters é uma consultoria de inteligência territorial. Nosso trabalho é ajudar redes a entender o comportamento de um território antes de tomar uma decisão de expansão, usando uma metodologia própria de leitura do espaço urbano. Em vez de depender de achismo ou de uma boa impressão sobre um bairro, a gente entrega uma leitura estruturada do potencial de cada praça.
O Space Data é a plataforma de geomarketing que coloca essa inteligência na palma da mão. É um ambiente onde dados de domicílios, população, renda, empresas e fluxo se cruzam em mapas que qualquer pessoa do time de expansão consegue ler e interpretar. Hoje, sob o nome Space Data Global, a plataforma cobre o Brasil e outros países da América Latina, da Europa e da América do Norte.
Em vez de montar um estande tradicional para falar sobre nós mesmos, escolhemos um caminho diferente e, para nós, muito mais honesto: instalar um totem do Space Data dentro do estande da Maria Brasileira, uma das maiores e mais premiadas franqueadoras do Brasil, e deixar que o produto falasse por si. A ideia era simples. Quem chegava ao estande não ouvia uma promessa sobre o que a ferramenta faz. A pessoa colocava a mão na tela, digitava a própria cidade ou o bairro que tinha em mente, e via, ali na hora, a leitura do território aparecer.

Foi uma decisão acertada. Ao longo dos quatro dias, vimos diretores de expansão, multifranqueados, investidores de primeira viagem e operadores de redes já consolidadas pararem diante da tela e reagirem da mesma forma: surpresa por ver, em segundos, uma quantidade de informação sobre o território que antes levaria semanas para reunir, quando reuniam.
Quem é a Maria Brasileira
Para entender por que essa parceria fez tanto sentido, vale conhecer um pouco da história da rede que nos recebeu.
A Maria Brasileira nasceu em 2012, em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, e adotou o modelo de franquias logo no ano seguinte. Em pouco mais de uma década, virou a maior rede de franquias de limpeza residencial da América Latina, com mais de 500 unidades distribuídas por todos os estados brasileiros e presença em mais de 480 cidades. O faturamento da rede já passa da casa dos R$ 170 milhões por ano, com a meta de continuar crescendo de forma consistente.
O que torna a trajetória da Maria Brasileira especialmente interessante, do nosso ponto de vista, é a estratégia de expansão. Boa parte do crescimento da rede veio da aposta em cidades pequenas, muitas delas com até 50 mil habitantes, onde a concorrência é menor e a marca consegue se firmar como referência local. A isso se soma uma forte presença de multifranqueados, ou seja, franqueados que já conhecem o modelo e decidem abrir uma segunda, terceira, às vezes quarta ou quinta unidade.
São dois movimentos que exigem precisão na leitura de território. Apostar em cidades pequenas significa entender o potencial de mercados que nem sempre aparecem nos grandes estudos. E crescer com multifranqueados significa ajudar quem já investiu a escolher a próxima praça sem canibalizar a operação que já existe. Em outras palavras, é uma rede cujo crescimento depende, todos os dias, de uma boa decisão sobre onde abrir o próximo ponto comercial. Por isso a conversa com a gente foi tão natural.
A rede também acumula reconhecimentos importantes do setor, incluindo o título de Franqueadora do Ano e o Selo de Excelência da ABF em diversos anos. É uma marca que leva a sério a qualidade da sua expansão, e foi exatamente por isso que a inteligência territorial encontrou ali um terreno fértil.
O desafio de quem cresce rápido: a escolha da praça
Existe um momento, no processo de expansão de qualquer rede de franquias, que define boa parte do sucesso de uma nova unidade muito antes de a loja abrir as portas: a escolha da praça e do ponto.
Esse momento costuma acontecer numa conversa. Um candidato interessado em investir chega até a franqueadora, traz uma cidade ou uma região em mente, e ali começa um diálogo sobre se aquele lugar tem ou não potencial para sustentar uma operação saudável. Na Maria Brasileira, parte desse processo acontece em encontros que a equipe chama de Tête à Tête, ou Olho no Olho, em que o candidato se senta com o time de expansão para entender as oportunidades.
O problema histórico desse tipo de conversa é que, durante muito tempo, ela foi conduzida no escuro. O candidato chegava animado com uma cidade, muitas vezes a própria cidade onde mora, e o time de expansão precisava responder com base em experiência, em intuição e em alguns dados soltos. Faltava uma forma rápida e visual de mostrar, ali na mesa, se aquela praça realmente comportava o investimento, qual o tamanho do mercado, quantas pessoas e quantas empresas viviam ao redor, qual o perfil de renda da região.
Sem essa informação, dois riscos apareciam. O primeiro era frear um bom negócio por excesso de cautela. O segundo, mais perigoso, era seguir adiante com uma praça que não tinha potencial, e ver a unidade sofrer meses depois. Para uma rede que cresce com multifranqueados, esse segundo risco é especialmente sensível, porque um franqueado que abre uma segunda unidade na praça errada não perde só dinheiro, perde a confiança no modelo.
Era exatamente esse ponto que queríamos resolver. E foi isso que a Juliana Pitelli, sócia e diretora de expansão da Maria Brasileira, vivenciou na prática durante a feira.
A inteligência territorial entrando na conversa, em tempo real
A grande virada que o Space Data trouxe para o estande foi transformar aquela conversa de expansão. Em vez de o time de expansão responder com impressões, a resposta passou a estar na tela.
Quando um candidato chegava e mencionava a cidade dele, bastava digitar e o mapa se abria. Em poucos segundos, a Juliana e o time conseguiam mostrar, ali na hora, quantos domicílios existem na região, quantos habitantes vivem ali, qual a renda média domiciliar e quantas empresas estão sediadas no entorno. Tudo isso de forma visual, com camadas de cor que tornam a leitura do território imediata mesmo para quem nunca tinha visto um mapa de geomarketing na vida.

Esse é o coração do que chamamos de inteligência geográfica aplicada à expansão. Não se trata de jogar uma planilha cheia de números na frente do candidato. Trata-se de traduzir o comportamento urbano de uma região em uma leitura clara, que ajuda na decisão. Quantos potenciais clientes existem naquele raio? O perfil de renda sustenta o ticket da operação? Há concentração de empresas que justifica uma frente comercial além do atendimento residencial? São perguntas que, com a plataforma aberta, deixam de ser especulação e viram conversa de gente que está decidindo com base em informação.
E há um detalhe importante aqui. Essa leitura não vale só para o dia da feira. É uma ferramenta de trabalho que a equipe de expansão usa no dia a dia, em cada novo candidato, em cada estudo de nova praça, em cada avaliação de um novo ponto comercial. A feira foi a vitrine, mas o valor real está na rotina.
A metodologia por trás dos mapas
Vale a pena abrir aqui uma parte que costuma ficar invisível para quem só vê a tela bonita: o que sustenta esses mapas.
Por trás de cada camada de cor existe um trabalho de leitura do espaço urbano que a Space Hunters desenvolveu ao longo dos anos. A gente parte de um princípio simples, mas que muda tudo: o território não é um pano de fundo neutro onde os negócios acontecem. O território tem comportamento. A forma como uma cidade se organiza, como as ruas se conectam, onde as pessoas moram, trabalham, circulam e consomem, tudo isso desenha o que a gente chama de morfologia urbana, ou seja, a estrutura viva da cidade e a maneira como ela influencia o potencial de cada ponto.
Ler essa estrutura é o que permite enxergar potenciais territoriais que não aparecem num primeiro olhar. Duas esquinas que parecem iguais no mapa podem ter desempenhos completamente diferentes por causa do fluxo, da vizinhança, do perfil de renda do entorno e das tendências de consumo daquela região. A leitura morfológica é o que separa uma boa praça de uma praça que só parece boa.
E aqui está um ponto de método que faz a diferença na Space Hunters: toda essa leitura é feita a partir da nossa metodologia e da nossa base de inteligência territorial, sem depender de uma visita presencial à cidade. Não é preciso pegar a estrada para entender o potencial de uma praça. A leitura do território, das tendências urbanas e do comportamento de consumo é construída pela metodologia, o que dá escala e velocidade a um processo que, feito da forma antiga, levaria semanas para cada cidade analisada. É essa combinação de método e tecnologia que permite responder, em segundos, uma pergunta que sempre foi difícil de responder.
Quando essa metodologia encontra uma plataforma como o Space Data, o resultado é uma gestão orientada a dados que cabe na mão de quem está na linha de frente da expansão. O analista mais experiente e o franqueado de primeira viagem passam a olhar para o mesmo mapa e a falar a mesma língua.
O depoimento de quem viveu de perto
Para nós, a melhor forma de medir o valor de tudo isso é ouvir quem usou. E poucas leituras foram tão generosas quanto a da Juliana Pitelli, sócia e diretora de expansão da Maria Brasileira, que resumiu a experiência ao final da feira.
Ela contou que a maior virada foi a tranquilidade. Tranquilidade para o candidato, que passa a enxergar com clareza o potencial da praça que escolheu. Tranquilidade para o investidor, que decide com informação e não com torcida. E tranquilidade para a franqueadora, que consegue orientar cada franqueado de forma mais correta, conduzindo a pessoa para a praça de melhor potencial, em vez de simplesmente aprovar a cidade que o candidato trouxe. Nas palavras dela, foi possível "trazer essa clareza pro investidor e também uma tranquilidade pra franqueadora", levando o candidato "pra melhor praça, pra praça de melhor potencial".
É exatamente esse o tipo de expansão que defendemos: uma expansão de rede saudável, construída com método e com assertividade na escolha do ponto, e não no impulso de aprovar qualquer cidade disponível.

O depoimento completo da Juliana ficou registrado em vídeo e está disponível no nosso canal do YouTube. Se você quer ouvir, na voz de quem está todos os dias na linha de frente da expansão de uma das maiores redes do país, o que muda quando a inteligência territorial entra na conversa, vale assistir na íntegra: https://youtu.be/7BAn4WwNVjQ
O que essa experiência ensina sobre o futuro da expansão de franquias
Saímos da ABF 2026 com uma convicção ainda mais forte, e ela vale para qualquer rede, de qualquer segmento, em qualquer estágio.
O franchising brasileiro chegou ao patamar de R$ 300 bilhões fazendo muita coisa certa. Mas o próximo salto, num mercado cada vez mais disputado, não vai vir de abrir mais unidades de qualquer jeito. Vai vir de abrir as unidades certas, nas praças certas, com leitura de território. A diferença entre uma rede que cresce de forma saudável e uma que cresce e depois precisa fechar pontos está, em boa parte, na qualidade da decisão tomada antes da inauguração.
Esse é o convite que um novo olhar, voltado para o futuro, faz a franqueadoras e investidores. Olhar para o território como informação, e não como aposta. Trocar a pergunta "será que essa cidade dá certo?" pela pergunta "o que os dados me dizem sobre o potencial dessa praça?". Trazer geomarketing, inteligência geográfica e gestão orientada a dados para o centro da decisão de expansão, e não deixá-los como um detalhe técnico para depois.
A Maria Brasileira já entendeu isso. Cada candidato que se senta no Tête à Tête, cada novo ponto comercial avaliado, cada multifranqueado pensando na próxima unidade, todos passam agora por uma leitura de território que dá segurança à decisão. E o mais bonito é que essa não é uma vantagem reservada às gigantes. É exatamente o tipo de inteligência que qualquer rede, grande ou pequena, pode incorporar à sua operação.
Foi por isso que estivemos na maior feira de franquias do mundo. Não para falar de nós, mas para mostrar, com uma marca que admiramos ao nosso lado, que escolher onde crescer pode, e deve, ser uma decisão baseada em informação.
Veja seu próximo ponto comercial com outros olhos
Se a sua rede está em expansão, ou se você é franqueado pensando na sua próxima unidade, você não precisa decidir no escuro. Com o Space Data, você abre o mapa, digita a praça que tem em mente e enxerga, na hora, o potencial daquele território: domicílios, população, renda, empresas e muito mais.
A mesma plataforma que esteve no totem da ABF, ao lado da Maria Brasileira, pode estar na tela do seu time de expansão a partir de hoje.
Faça um teste gratuito do Space Data e leia o seu território antes de decidir.
E se o que a sua rede precisa é de uma leitura estratégica mais profunda, conduzida pela nossa metodologia de inteligência territorial, fale com a nossa equipe. A gente adora ajudar redes a crescer no lugar certo.